2025 foi o ano em que o marketing parou de gritar e começou a conversar
Se alguém ainda acredita que marketing em 2025 foi sobre postar mais, anunciar mais ou automatizar tudo, perdeu a melhor parte da história. O ano mostrou exatamente o contrário: venceram as marcas que souberam ler o clima, entender cultura e agir no momento certo.
Enquanto a atenção do consumidor se espalhava entre feeds, vídeos curtos, lives e memes, algumas marcas conseguiram algo raro. Elas não disputaram atenção. Elas foram convidadas para a conversa.
Granado, Duolingo, Burger King, Disney, L’Oréal, Victoria’s Secret e outras gigantes deram aulas práticas de como marketing hoje é menos sobre formato e mais sobre sintonia.
A seguir, os movimentos que mais repercutiram em 2025 e, principalmente, o que eles revelam sobre como marcas realmente crescem hoje.
(Crédito: IA Generated)
Granado e a força imprevisível do conteúdo feito por pessoas reais
A Granado viveu um daqueles momentos que todo time de marketing sonha e teme ao mesmo tempo. Um conteúdo espontâneo, criado por um consumidor comum, transformou o sabonete de enxofre em fenômeno de vendas.
Sem campanha milionária, sem influenciador contratado, sem roteiro. Apenas gente falando com gente. O resultado foi uma explosão de demanda que obrigou a marca a rever produção, logística e posicionamento.
O aprendizado foi claro. Conteúdo gerado pelo público deixou de ser bônus e virou motor de negócio. Mas viralizar sem preparo cobra seu preço. Monitoramento social, resposta rápida e proteção de mercado passaram a ser tão importantes quanto criatividade.
(Crédito: IA Generated)
Duolingo provou que personalidade também é estratégia
Poucas marcas dominam tanto sua própria voz quanto o Duolingo. Em 2025, a empresa decidiu brincar com o limite do absurdo e anunciou a “morte” da coruja Duo.
O que poderia soar estranho virou um tsunami de memes, comentários e engajamento. A ação funcionou porque não foi aleatória. Ela estava alinhada a anos de construção de uma personalidade irreverente.
A lição é simples. Humor não é piada solta. É coerência. Marcas que sabem quem são podem arriscar mais. As que não sabem acabam pagando caro por qualquer provocação.
(Mercado Livre. Crédito: Divulgação)
O varejo aprendeu que o ano não gira mais em torno da Black Friday
O comércio digital brasileiro passou por uma virada silenciosa. Datas duplas como 7.7, 9.9 e outras ganharam protagonismo e começaram a disputar atenção com a Black Friday.
Plataformas e marcas investiram pesado em cupons, lives e influenciadores. Em muitos casos, esses eventos superaram picos tradicionais de venda.
Para o varejo, o recado foi direto. Melhor diluir oportunidades ao longo do ano do que apostar tudo em um único dia. Para o marketing, ficou claro que social commerce deixou de ser tendência e virou infraestrutura de vendas.
(Gracyanne Barbosa. Crédito: Divulgação)
Gracyanne Barbosa mostrou que meme também é branding
Quando Gracyanne Barbosa lançou a fictícia Gracyovos, com embalagens luxuosas e discurso sofisticado, metade da internet acreditou. A outra metade entrou na brincadeira. Todo mundo comentou.
Criada com ferramentas simples, a marca inexistente ganhou vida porque nasceu no timing cultural certo. O episódio mostrou que credibilidade pessoal e leitura de contexto valem mais do que produção cara.
Em 2025, memes deixaram de ser piada de internet e passaram a ser ativos estratégicos quando bem conduzidos.
(Burger King. Crédito: Divulgação)
Burger King seguiu sendo mestre em usar cultura a favor da venda
O Burger King voltou a mostrar por que domina o jogo do marketing cultural. Ao reunir Popó e Wanderlei Silva em uma campanha bem humorada após semanas de tensão pública, a marca transformou conflito em narrativa de reconciliação.
O resultado foi conversa, compartilhamento e venda de combo promocional. Sem discurso forçado, sem militância vazia. Apenas storytelling leve, bem encaixado no imaginário popular.
O Burger King reforçou algo que muita marca esquece. Quando o público se diverte, ele presta atenção. Quando presta atenção, compra.
(Coca Cola. Crédito: Divulgação)
Coca-Cola e o custo de narrativas mal explicadas
Uma informação distorcida sobre a Coca-Cola Zero ter superado a versão tradicional ganhou força nas redes. O barulho foi tanto que exigiu esclarecimento público.
Mesmo sem ser verdadeira, a narrativa se espalhou rápido. Isso deixou um alerta importante. Dados precisam ser explicados de forma simples, antes que versões alternativas ocupem o espaço.
Para marcas globais como a Coca-Cola, comunicação clara virou questão de defesa de reputação, não apenas de marketing.
(Milton Cunha e A Branca de Neve. Crédito: Divulgação)
Disney entendeu que global só funciona quando vira local
A Disney acertou em cheio ao escalar Milton Cunha como Espelho Mágico na divulgação de Branca de Neve no Brasil. A campanha ganhou força justamente por respeitar o contexto cultural brasileiro.
Carnaval, rua, interação e humor local transformaram uma divulgação tradicional em experiência urbana. A marca deixou de parecer distante e passou a fazer parte da conversa.
Localizar campanhas não é traduzir texto. É traduzir emoção.
(L'oréal. Crédito: Divulgação)
L’Oréal Brasil trocou discurso por conversa
A L’Oréal Brasil deu um passo além ao abandonar a lógica de apenas produzir conteúdo e passar a estruturar conversas. Dados, personalização e integração entre times mudaram o foco das métricas.
O objetivo deixou de ser alcance isolado e passou a ser engajamento contínuo e impacto real na decisão de compra.
A marca mostrou que marketing moderno não fala para o público. Fala com o público.
(Victoria's Secret. Crédito: Divulgação)
Victoria’s Secret e o peso real do propósito
O reposicionamento da Victoria’s Secret foi acompanhado de perto pelo mercado. A marca avançou do ideal de perfeição para narrativas mais plurais, mas o público passou a cobrar coerência.
Produto, casting e cultura interna precisaram acompanhar o discurso. Em 2025, ficou claro que propósito não é slogan. É prática visível.
Marcas que entenderam isso ganharam respeito. As que tentaram apenas parecer modernas sofreram desgaste.
(Burger King. Crédito: Divulgação)
Burger King fechou o ano mostrando que promoção ainda pode ser inteligente
Ao oferecer o BK Taste gratuitamente para advogados, o Burger King combinou provocação cultural, humor e prova social. A ação gerou mídia espontânea e conversa sem depender de grandes investimentos.
Promoções nichadas, quando bem pensadas, continuam sendo combustível de marca. Desde que a operação acompanhe a ideia.
(Gracyanne Barbosa. Crédito: Divulgação)
( Crédito: IA Generated)
O que 2025 deixou claro para quem trabalha com marketing
O ano não foi sobre ferramentas novas. Foi sobre leitura de comportamento. Quem entendeu gente, cultura e timing cresceu. Quem apostou apenas em automação e volume ficou falando sozinho.
Se você quer transformar esses aprendizados em estratégia prática, posicionar sua marca com clareza e usar tecnologia sem perder humanidade, vale conversar com quem vive isso no dia a dia.
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Fernando Curtti | Especialista em IA, Marketing e SEO












