Teve um período em que estar em tendência era quase obrigação. Se todo mundo fazia, a marca precisava fazer também. Reel do momento, áudio do dia, formato da semana. Funcionou enquanto era novidade. Depois, virou ruído.
Em 2025, muitas marcas começaram a pisar no freio. Não por falta de criatividade, mas por excesso dela no lugar errado. Perseguir tendência o tempo todo passou a custar identidade.
É como trânsito em horário de pico. Quem tenta trocar de faixa toda hora chega mais cansado e, muitas vezes, mais tarde.
Tendência acelera, mas não direciona
Tendências são ótimas para ganhar velocidade inicial. Elas entregam atenção pronta. O problema é que não dizem para onde ir.
Quando a marca entra sem critério, ela aparece. Mas não permanece. O público vê, reconhece o formato e segue adiante. Não cria memória, não cria vínculo.
A pergunta que começou a importar foi simples: isso combina com quem somos?
O público percebe quando a marca está fantasiada
Nada envelhece mais rápido do que uma marca tentando parecer algo que não é. O público sente quando a referência é forçada, atrasada ou copiada.
Em vez de parecer atual, a marca parece ansiosa.
Marcas que decidiram ignorar certas tendências não perderam relevância. Ganharam coerência. E coerência, hoje, vale mais do que alcance pontual.
Menos modinha, mais constância
Outro aprendizado foi entender que presença contínua constrói mais do que picos isolados. Conteúdos alinhados à identidade da marca, mesmo que menos barulhentos, performam melhor no longo prazo.
Não é sobre nunca usar tendência. É sobre escolher quando usar e, principalmente, quando não usar.
Marcas maduras sabem dizer não.
A estética do próprio ritmo
Ao abandonar a corrida por tendências, muitas marcas passaram a construir estética própria. Linguagem consistente, formatos recorrentes, narrativa reconhecível.
O público passa a identificar a marca antes mesmo de ver o logo. Isso não acontece quando tudo muda a cada semana.
Tendência passa. Estilo fica.
O algoritmo acompanhou a mudança
Plataformas começaram a valorizar sinais de interesse real. Retenção, comentários relevantes, salvamentos. Conteúdos feitos apenas para surfar tendência perderam fôlego rápido.
Quem constrói relação, mesmo com menos barulho, ganhou mais espaço.
Não foi o algoritmo que mudou o comportamento. Ele apenas seguiu o público.
O que isso muda para estratégias de marketing
Muda o foco do curto para o médio prazo. Do pico para a base. Do improviso para o posicionamento.
Marcas que pararam de perseguir tendência passaram a investir mais em entender gente, comportamento e contexto. Em vez de correr atrás do assunto do dia, passaram a construir assunto próprio.
O aprendizado que fica
Nem toda tendência merece atenção. Algumas só merecem distância.
Quando a marca sabe quem é, ela escolhe melhor onde entra. E quando entra, entra com força.
Se você quer sair da corrida por modinhas e construir uma presença mais sólida, reconhecível e estratégica, isso exige clareza de posicionamento.
Entre em contato comigo e vamos desenhar uma estratégia que não dependa da próxima tendência para funcionar.
Fernando Curtti | Especialista em IA, Marketing e SEO












