O que os brasileiros desejaram em 2025 diz mais sobre pessoas do que sobre produtos
Todo fim de ano tem lista, ranking e retrospectiva. Mas algumas listas dizem muito mais do que parecem à primeira vista. Quando o Google revelou, pela primeira vez, os produtos mais desejados pelos brasileiros em 2025, o que apareceu ali não foi apenas uma coleção de itens populares. Foi um retrato claro de comportamento, expectativa e momento econômico.
Em um cenário de maior confiança financeira, muita gente voltou a planejar compras com menos culpa e mais intenção. A maioria dos brasileiros entrou no clima de presente, muitos começaram ainda na Black Friday e o valor médio gasto mostrou que o consumo ficou mais consciente, não necessariamente menor.
É como aquela ida ao shopping com lista na mão. Menos passeio aleatório, mais objetivo claro.
Desejo hoje nasce na busca, não na vitrine
A lista do Google ajuda a entender uma virada importante. O desejo não começa mais na loja física nem no anúncio tradicional. Ele começa na busca. O consumidor pesquisa, compara, salva, volta e só então decide.
Por isso, os itens mais desejados de 2025 misturam tecnologia, cultura digital, hobbies e mobilidade. Não é só sobre preço. É sobre encaixe na vida real.
Brinquedos voltaram com força, mas não qualquer brinquedo. Tecnologia dominou, mas não só os modelos mais caros. E itens de mobilidade apareceram porque rotina urbana virou critério de compra.
Labubu e a era do estranho que encanta
O produto mais desejado do ano não foi um eletrônico nem um item de luxo. Foi o boneco Labubu. Um personagem que mistura fofura com um toque de estranheza calculada e que conquistou as redes sociais.
Esse sucesso explica muito sobre o consumidor atual. As pessoas não querem apenas funcionalidade. Elas querem identidade, pertencimento e algo que gere conversa. Labubu virou item de coleção porque virou símbolo cultural antes de virar produto.
É o tipo de coisa que você compra menos pelo objeto e mais pela história que vem junto.
Poco X7 Pro e o fim da paciência com preços inflados
Na sequência aparece o Poco X7 Pro, um smartphone que ganhou atenção por entregar desempenho de ponta sem pedir um rim em troca. Tela fluida, boa performance para jogos, resistência e preço competitivo.
O recado aqui é direto. O consumidor brasileiro está mais técnico, mais informado e menos disposto a pagar apenas pelo nome da marca. Busca virou ferramenta de defesa. Quem entrega valor real ganha espaço.
Bobbie Goods e o retorno do prazer analógico
O terceiro destaque do ranking é um conjunto de canetas coloridas. Em um mundo digitalizado, isso pode parecer curioso. Mas faz todo sentido.
Colorir, desenhar e escrever voltaram como formas de pausa mental. O sucesso das Bobbie Goods mostra como tendências ligadas ao bem-estar e à criatividade manual ganharam força. Não é nostalgia. É escape.
Assim como vinil voltou para a música, o papel voltou como refúgio.
Tecnologia, cultura e desejo no mesmo carrinho
O restante da lista mistura lançamentos aguardados como o iPhone 17, componentes de hardware para quem monta ou atualiza computadores, perfumes árabes que viralizaram nas redes e produtos que ganharam status cultural antes mesmo de ganhar campanhas.
Essa diversidade revela algo importante. O consumo em 2025 não foi linear. Ele transitou entre razão e emoção o tempo todo. Um produto pode ser desejado porque resolve um problema ou porque rende um bom vídeo no Instagram.
Na prática, os dois motivos valem.
Os produtos mais desejados pelos brasileiros no Google:
Boneco Labubu
Celular Poco X7 Pro
Canetas Bobbie Goods
iPhone 17
iPhone 16
Tênis Corre 4
Perfume Árabe
Jogos de Tabuleiro
RX 7600 (Placa de Vídeo)
Moto Elétrica Infantil
Perfume Floratta
iPad 10
Smartwatch Garmin
Relógio
Fogão de Indução
Samsung A55
Cicaplast
Forno Elétrico de Embutir
TV 43 Polegadas
Calçado Crocs Feminino
Chaleira Elétrica
TV 65 Polegadas
Lava-Louças
Body Splash
Câmera de Segurança
AMD RX 580
Barraca de Camping
Ar Condicionado 18000 BTUs
Cadeira de Praia
Kindle
O que essa lista ensina a marcas e negócios
A lista dos produtos mais desejados não é só curiosidade de fim de ano. Ela é um mapa. Mostra onde está a atenção, o que desperta interesse e como as pessoas estão decidindo.
Para marcas, o recado é claro. Estar presente na busca é tão importante quanto estar no ponto de venda. Produto sem narrativa não sustenta desejo. Narrativa sem entrega real não converte.
Quem entende isso constrói relevância antes de tentar vender.
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Fernando Curtti | Especialista em IA, Marketing e SEO












